10 dezembro, 2009

Diretor da Mozilla recomenda trocar o Google pelo Bing no Firefox



Sugestão foi motivada por declaração dada a canal de TV pelo CEO do Google, Eric Schmidt, que minimizou preocupações sobre privacidade.



Um executivo da Mozilla, mantenedora do Firefox, recomendou nesta quinta-feira (10/12) que os usuários do navegador instalem a extensão que inclui o Bing, da Microsoft, na lista dos serviços de busca do navegador.

A sugestão do diretor de desenvolvimento de comunidades da Mozilla, Asa Dotzler, foi motivada pelaentrevista concedida pelo CEO do Google, Eric Schmidt, ao canal norte-americano de TV CNBC.

"Eis como você pode facilmente mudar a busca do Firefox, do Google para o Bing", escreveu Dotzler em seu blog pessoal. O link que ele incluiu leva o usuário a instalar o add-on do Bing.

Motivação
Na entrevista, a jornalista da CNBC perguntou a Schmidt: "As pessoas tratam o Google como seu amigo mais confiável... Eles deveriam?" A resposta de Schmidt motivou Dotzler a mostrar aos usuários como trocar o Google, serviço de busca padrão do Firefox, pelo rival Bing.

"Se você tem algo que não quer que ninguém saiba, talvez você não deveria fazê-lo em primeiro lugar", respondeu Schmidt.

O vídeo com a resposta de Schmidt pode ser visto no YouTube - ironicamente, de propriedade do Google.

Dotzler ironizou os comentários de Schmidt sobre privacidade. "Este foi Eric Schmidt, CEO do Google, dizendo exatamente o que pensa sobre sua privacidade", escreveu no blog. "Não há meias palavras, nada fora de contexto aqui."

Fonte de receita
Dotzler, que trabalha para o Mozilla há dez anos, acrescentou que considera a privacidade do Bing melhor que a do Google.

Na frase, o executivo incluiu links para as páginas de políticas de privacidade seguidas pelo Google e peloBing.

O interessante na atitude de Dotzler é que o Mozilla, cujo acordo de vários anos com o Google vence em 2011, tira desse arranjo a maior parte de sua receita. Pelo acordo, o navegador Firefox tem o serviço de buscas do Google como padrão.

De acordo com o último relatório financeiro do Mozilla, 97% de sua receita vem de acordos com Google, Yahoo, Amazon e eBay, entre outros. Mas a maior cota dessa receita tem origem no Google.

creditos(Por Computerworld/EUA) (Gregg Keizer)

Compra da Nvidia pela Intel? Negócio é improvável, dizem analistas



Rumores cresceram depois que colunista associou adiamento do chip gráfico Larrabee à aquisição da empresa rival. Mas há implicações legais.



Enquanto crescem os rumores de que a Intel quer comprar a rival Nvidia, analistas dizem que o negócio não passa de balela.

O colunista de tecnologia Robert X. Cringely esquentou a discussão ao afirmar em seu blog, nesta semana, que a Intel havia cancelado o lançamento do processador gráfico Larrabee porque tal chip atrapalharia seus planos secretos de comprar a Nvidia, líder do mercado de processadores gráficos (GPU).

Como o anúncio do Larrabee oficializaria a posição da Intel no mercado de GPUs e aumentaria a concorrência com a Nvidia, a saída lógica, para salvar um possível acordo, seria matar o chip.

"Há uma dança engraçada ocorrendo agora mesmo entre as gigantes Intel e Nvidia; eu só digo que, não importa o que aleguem as empresas, é quase certo que a Nvidia seja comprada pela Intel", escreveu Cringely na terça-feira (8/12). "Os dois lados sabem e a única coisa que ainda não está determinada é o preço."

Intel e Nvidia disseram que não comentariam os rumores.

Sem chance
Os analistas da indústria, no entanto, foram rápidos em comentar. Praticamente todos disseram que, apesar de a Intel ter mesmo avaliado a compra da Nvidia há um ano, são poucas as chances de que isso aconteça.

Diversas questões atrapalham uma aquisição desse porte. Primeiro, o governo americano e a União Europeia podem ter preocupações antitruste sobre uma compra dessa magnitude.

Segundo, todos sabem que, depois de todas as batalhas verbais e legais entre as duas companhias, há pouco amor entre elas, e seria preciso muita negociação para chegar a um acordo que fosse satisfatório a ambas as empresas.

"Há algumas preocupações culturais. Eles são antagonistas. Manter as duas sob um mesmo teto seria um desafio", considera Dean McCarron, analista principal da Mercury Research.

Diversos analistas consideram que as duas empresas são tão grandes que combiná-las seria proibitivo.

Sentimento mútuo
"Não, isso não aconteceria", disse Rob Enderle, um analista do Enderle Group. "A Nvidia é muito grande e seus executivos odeiam a Intel. A Intel não tem uma competência em fusões para realizar uma tão grande como esta, e os conflitos culturais decorrentes criariam danos críticos às duas empresas... Apesar de isso ser o melhor presente de Natal que a AMD poderia imaginar - criar danos críticos às duas empresas."

Embora a maioria dos observadores da indústria não vejam fundamento no rumor, Dan Olds, um analista da The Gabriel Consulting Group, disse que, se a aquisição ocorresse, depois que a poeira se assentasse a Intel seria uma força ainda maior.

"Isso daria à Intel essencialmente o controle sobre a maioria das peças mais lucrativas do computador pessoal - o processador central e o processador gráfico”, disse Olds. "É claro, ainda há a AMD/ATI, mas com a Nvidia a Intel teria a parte do leão do mercado. Isso colocaria a Intel no comando em termos de controle sobre a plataforma de computação pessoal. Isso também renderia controle maior em um segmento muito importante do mercado, que é o de computação científica e técnica de alto desempenho."

E, se a compra ocorrer, a AMD estaria em uma posição difícil.

Sobre brasas
A AMD, apesar de ter tido seu momento quando comprou a ATI, perdeu sua força e sua posição de líder no mercado de chips. Abalada por problemas financeiros e planos de lançamentos de chips que foram ultrapassados pelo passo mais rápido da Intel, a AMD tem andado sobre brasas há algum tempo.

Uma grande compra poderia comprometer a Intel financeiramente por vários anos e dar à AMD uma chance de retomar seu brilho perdido, mas enfrentar uma Intel maior e mais complexa não é uma posição que a AMD aguentaria manter no longo prazo.

No entanto, Jim McGregor, analista da In-Stat, disse que discutir como a AMD responderia ao negócio éinócuo. A aquisição simplesmente não acontecerá.

"Eu não acredito que isso vai acontecer", McGregor disse. "A Intel já tem um grupo gráfico grande e três arquiteturas gráficas em produção ou em desenvolvimento. Isso somado ao fato de que as duas companhias não se bicam, e há questões legais gritantes. Não vai acontecer."


Creditos(Por Computerworld/EUA)(Sharon Gaudin)